Se tua voz tivesse força igual a imensa dor que sentes, teu grito acordaria não só a tua casa mas a vizinhança inteira.
Me leva pra casa?
Qualquer uma,
em qualquer rua,
quem sabe até pra tua.
Me leva daqui…
Me ajuda a fugir.
Eu queria você aqui
Ou então eu aí
Ou nós dois em um lugar distante
Mas sem distância um do outro.
Sinto ciúmes de quem pode passar o dia inteiro com você. De quem está andando na rua e de repente cruza contigo por acaso. Ciúmes de quando sei que está fazendo outra coisa que não seja me dar atenção. De ver teu sorriso sendo causado por outro alguém que não seja eu. Ás vezes penso que sou louca por te querer tanto assim. Por querer que cada partícula do teu corpo, cada ato teu, cada detalhe… Seja meu.
Me abraça, vai. Abraça e não solta mais. Sabe, ser assim, tão menor que você tem lá suas vantagens. Dá pra recostar a cabeça do teu peito e ouvi-lo dizer que me ama. Teu abraço faz tudo à volta virar silêncio. Faz tudo à volta parar e, numa fração de segundo viajo no tempo. Vou pro futuro e te vejo lá, mergulhado nas cobertas e no meu colo, sentados no sofá e assistindo a um filme qualquer. Fica, permanece aqui, vai.
Ela precisa de você. Então volte, perca a hora, entrelace os dedos e fique um pouco mais.
Porque quando você ama sente necessidade da outra pessoa. Não por dependência, carência e outras ências. Mas porque é bom estar ali, com o corpo junto, coração do lado, ouvindo a respiração. Você se sente em casa.